Por Ronaldo Mendonça *
Foto: Ronaldo Mendonça
Leila escreveu o livro "Mulheres: Por que será que elas?..." onde, após entrevistar mais de 50 mulheres, ela conta histórias e depoimentos que ouviu em vários lugares, desde bares até cabeleireiros. Com a contra-capa escrita pela sua colega de debate naquela tarde, a escritora aborda no livro os temas da atualidade exatamente sob a ótica da mulher de hoje.
Aproveitei a oportunidade para saudá-la e rapidamente falar com ela a respeito do tema, cada vez mais difundido na mídia. Eis a conversa com Leila Ferreira:
Ronaldo Mendonça: Já vi que o foco é em conselhos femininos. Se você fosse destacar agora, qual o grande conselho que você pode dar para uma mulher que está hoje na Bienal?
Leila Ferreira: Conjugar 24 horas por dia o verbo "descomplicar". As mulheres são mestras em complicar a vida. A gente complica tudo, dos 26 tipos de shampoo para cabelo até as 25 qualidades inexistentes que a gente procura num homem, que sofre para tentar nos atender. Até fazer 12 coisas ao mesmo tempo quando duas já estariam de bom tamanho. Eu acho que nós, mulheres, não seremos livres enquanto a gente não aprender a descomplicar. Essa é a maior lição que a gente tem a aprender com os homens.
RM: Então nós somos descomplicados?

LF: Vocês são descomplicados...
RM: Somos práticos, então?
LF: Às vezes exageradamente descomplicados (risos) porque às vezes vocês descomplicam e a complicação vem para a gente. Eu acho que o grande desafio é: homens e mulheres encontrarem o ponto do equilíbrio para lidar com as complicações da existência. Sabiamente e, se possível, com leveza.
Clique no player abaixo para ouvir a entrevista.
No caso de conexões mais lentas é só aguardar o carregamento do áudio.
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Você pode conhecer um pouco mais sobre Leila Ferreira em seu sítio na Internet: http://www.leilaferreira.com.br/.
* Aluno da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, UCAM, Campus Tijuca.
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