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Bem Vindo!

A partir desta quinta-feira, 10 de setembro, e até o próximo dia 20, você vai ficar sabendo sobre o que está acontecendo na XIV BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO, através desse blog, produzido pelos alunos de Jornalismo da Universidade Candido Mendes, campus Tijuca e Niterói, que estão no Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. Nossos repórteres estão percorrendo os 55 mil metros quadrados, em três pavilhões, e vão trazer para você as novidades desse grande evento literário, considerado um dos mais importantes do país. Nestes 11 dias, são esperadas mais de 600 mil pessoas, 950 expositores que vão colocar mais de 100 mil títulos à disposição do público, além de 100 autores brasileiros e 18 internacionais. Destaques dos encontros literários, dicas de livros, promoções, entrevistas com autores, editores e personalidades do mundo cultural vão estar aqui, diariamente. Se você vai à Bienal, confira antes, nesse blog, as dicas de nossos repórteres. Seja bem vindo, divirta-se e lembre-se que ler é e sempre será um melhor remédio contra todos os males! André Luiz Cardoso

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Editora Hama produz e lança livro durante a Bienal

Publicação rápida e barata chega às mãos dos leitores neste sábado

* por Tássia Assunção

Durante a Bienal, a Hama Editora vai produzir e lançar um livro. "Contos de Todos Nós", que vai reunir 20 textos selecionados por um júri, para lançamento no último dia do evento, sábado, 19 de setembro.

As inscrições foram feitas no primeiro fim de semana da Bienal e a editora, que é relativamente nova, está se lançando agora na publicação de livros, depois de sucesso com publicação de catálogos e revistas.

Nunca houve em todos esses anos uma ação desse porte na Bienal. A novidade saiu no blog do jornalista Ancelmo Góis, facilitando a divulgação das formas de inscrição do concurso. O livro reuniu contos de autores do Rio, São Paulo e até Mato Grosso do Sul.

A idéia é mostrar que a indústria editorial, quando quer, pode ser rápida e barata, sem perder a qualidade. Além disso, pretende-se descobrir novos autores talentosos e demonstrar como pode ser prática produção literária. A resposta aos autores sobre os contos publicados foi dada em dois dias após a entrega do conto ao estande da Editora.

O jornalista Paulo Henrique Brazão, formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é um dos autores de um dos contos selecionados para a publicação do livro, como contou à repórter Tássia Assunção do Blogger Bienal 2009.

Tássia Assunção: Como você soube do concurso promovido pela Hama Editora?
Paulo Henrique Brazão: Descobri o concurso lendo o blog do Ancelmo Góis. Fui à Bienal, entreguei o conto no domingo. Em seguida, eles me ligaram dizendo que fui selecionado.

TA: Quando você escreveu o conto? Foi especialmente para o concurso?
PHB: Não, não foi para o concurso. Escrevi em uma aula na época de faculdade, ou seja, há seis anos.

TA: O que você achou dessa iniciativa da Hama Editora?
PHB: Gostei bastante. Acho que dá oportunidade a novos autores de mostrarem suas obras para a sociedade.

TA: Você costuma escrever outros contos?
PHB: Sim, escrever é minha paixão. Sempre que posso dedico algumas horas escrevendo seja lá qual for o assunto.

TA: Qual o título de seu conto?
PHB: Dominação. É meio trágico, mas não algo além da realidade de muitos.


TA: O que você achou dessa iniciativa da Hama Editora?
PHB: Gostei bastante. Acho que dá oportunidade a novos autores de mostrarem suas obras para a sociedade.

TA: Você costuma escrever outros contos?
PHB: Sim, escrever é minha paixão. Sempre que posso dedico algumas horas escrevendo seja lá qual for o assunto.

TA: Qual o título de seu conto?
PHB: Dominação. É meio trágico, mas não algo além da realidade de muitos.


O lançamento do livro, com a presença dos escritores, será neste sábado, na Bienal do Livro, às 17h, no estande da Hama Editora (Pavilhão Verde).


Abaixo, com exclusividade, está o conto de Paulo Henrique Brazão:


DOMINAÇÃO

Tudo começou como uma brincadeira. Aos seis anos, Carlinhos pediu a mão de Pati em casamento e deu-lhe uma aliança de papel. Aliás, dizer que ia casar com o primo ou prima é a coisa mais comum entre crianças pequenas. E também é comum concordar quando se pede a mão em casamento. Mas Carlinhos não sabia que acabara de assinar sua sentença de morte.

Pati era uma boneca. Cabelos castanho-dourados presos com inúmeras presilhinhas coloridas, dois grandes olhos cor-de-mel e uma boquinha cor de morango. Sempre foi graciosa – não que tenha deixado de ser depois de passar pela puberdade, atingir a fase adulta e vestir véu e grinalda. Apenas ganhou alguns quilos, substituiu a presilhinha por um pauzinho pontiagudo e a boquinha cor de morango ficou um pouco oculta pelos batons em tons de marrom.

Carlinhos sempre foi um pouco gordinho. Pensava em seu futuro logo cedo. Babava por Pati desde seus quatro anos, até que aos seis teve coragem de pedi-la em casamento e aos vinte e dois tornou a fazê-lo, só que agora com uma aliança de ouro. Seu pequeno excesso de peso nunca deu-lhe muita sorte com as mulheres, por isso casou-se tão cedo. Jamais imaginava que sua prima, por quem rastejava desde quando ainda não sabia ler, havia guardado a promessa de casar-se com ele. Ao descobrir que Pati lhe tinha muito apreço, pediu-lhe em casamento pela segunda vez. Já eram grandinhos para ficarem só na brincadeira. Foram ao altar e disseram sim.

Carlinhos começou a trabalhar como “boy” com carteira assinada quando completou dezesseis anos. Em pouco tempo, ascendeu de cargo e, ao atingir a maioridade, já era gerente de uma das lojas da rede. Tinha uma vida estável economicamente e, ao anunciar que iria se casar com Pati, anunciou também que iria montar uma loja só para si. Prosperou e muito com sua lojinha no início do casamento. Cresceu, abriu filiais e começou a concorrer de igual para igual com seu ex-patrão. Em poucos anos, já tinha casa própria na cidade e uma na praia. Mas, em pouco tempo, todo esse império iria ruir.

Pati ficava em casa. Todo o dia, quando o marido chegava, havia um prato cheirosíssimo sobre a mesa, preparado pela empregada, mas que Pati dizia ser de sua autoria. Era ninfomaníaca e, nessa relação, quem dizia estar com dor de cabeça para se abster de sexo algumas vezes era o marido, não a mulher. Mesmo assim teve como resultado quatro filhos: João Carlos , Francisco Carlos, Carlos Victor e Carlos Henrique. Tantas bocas para sustentar, colégios para pagar e, futuramente, cinema para as futuras noras começaram a sugar dinheiro de Carlinhos . O primeiro a completar dezoito anos quis um carro, melhor que o do pai. Tiveram que dar celulares para os quatro, sem contar com o que Pati já tinha. Sem falar nas contas exorbitantes, ligações inexplicáveis para Buenos Aires, Estocolmo e Las Vegas, vários 0900 de tele-sexo (que idéia dar celulares para quatro adolescentes homens...) e várias ligações repetidas vezes para um número na conta de Pati. Um dia tomou coragem para ligar e ver quem era, e um tal de Ricardo atendeu dizendo não conhecer nenhuma Patrícia.

Cabelos brancos apareciam. Aos montes. Já não conseguia dormir mais à noite. Duas filiais tiveram que fechar e uma terceira estava ameaçada. Pati apareceu com uma idéia de ter um personal trainer para manter-se sarada. Após passar a ter aulas diariamente com seu instrutor, sua ninfomania parecia mais controlada aos olhos de Carlinhos . O segundo filho completou dezoito anos e quis um carro melhor que o do irmão mais velho. O mais velho veio com uma notícia maravilhosa para Carlinhos : iria ser vovô. A terceira filial fechou. Vendeu a casa da praia. Olhou-se no espelho procurando o Carlinhos de vinte e dois anos, de vasta cabeleira negra como a asa da graúna e apenas viu um quarentão, quase cinqüentão, barrigudo, com olheiras e com os poucos cabelos que lhe restaram tingidos de branco.

Certo dia, acordou com uma sede revolucionária. Acordou os quatro filhos, a nora e a mulher, falou que cada um iria pagar suas contas a partir daquela data, que o personal trainer estava dispensado e que se os filhos quisessem continuar com seus celulares, seus carros e suas faculdades pagas, teriam que ir trabalhar, com ele ou com outra pessoa, mas iriam trabalhar. E que não se restringia aos filhos, servia à nora e à mulher.

João Carlos , o mais velho, quase formado em Direito, abriu um processo de interdição sobre o pai. Sem titubear, os três irmãos, a mãe e a mulher o apoiaram. Com a ajuda de amigos já formados, conseguiu alegar insanidade do pai. Tomou-lhe os bens, assumiu a rede de lojas, agora restrita à matriz e uma filial, e pôs o pai num asilo.

No asilo, recebia todos os dias um comprimidinho para dormir. Punha no canto língua, bebia a água e tirava da boca quando a enfermeira ia embora. Um dia, após acumular dezessete comprimidinhos, tomou-os todos, de uma só vez.

Dormiu.


Junto com “Dominação”, do niteroiense Paulo Henrique Brazão, serão lançados, no dia 19 de setembro, às 17h, na Bienal, os seguintes contos vencedores do concurso:

A cela, de Angélica Soares Ogasawara (Rio de Janeiro, RJ)
Amor incondicional, de Simone Alves Pedersen (Vinhedo, SP)
Aqui no sistema, de Marcia Mendel (Rio de Janeiro, RJ)
Como curar um resfriado, de Valim Jaques da Silva Valle (Rio de Janeiro, RJ)
Dorothéia, de Érika dos Anjos (Rio de Janeiro, RJ)
E se..., de Halime Musser Prado Henrique (Rio de Janeiro, RJ)
Fulana no inferno, de Cairo de Assis Trindade (Rio de Janeiro, RJ)
Itahy, de Gabriel Boz (Rio de Janeiro, RJ)
O bicho de Bandeira, de Maria da Guia (Rio de Janeiro, RJ)
O destruidor, de Fábio Campelo Teixeira (Angra dos Reis, RJ)
O grilo, o gafanhoto e a pulga, de Washington Ricardo Clímaco da Silva (São João de Meriti, RJ)
Palavras velhas de um amor puído, de Anna Luiza Esteves (Rio de Janeiro, RJ)
Pequenas dúvidas sobre Lurdinha, de Bia Machado (Campo Grande, MS)
Prezado leitor, de Rodrigo Sava (Iguaba Grande, RJ)
Renascimento, de Daniele Garcia Pires (São Gonçalo, RJ)
Sete palmos, de Adriano de Andrade Barbosa (Niterói, RJ)
Todos, menos um, de Carmen Garcia (Rio de Janeiro, RJ)
Um dia diferente, de Fátima Augusta Ribeiro João (Rio de Janeiro, RJ)
Velhor terno, tenra idade, de Marina Meira (Rio de Janeiro, RJ)


O livro "Contos de Todos Nós" será vendido por R$10 reais durante o último fim de semana da Bienal 2009.


* Aluna da disciplina Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Campus Niterói
Postado por Ronaldo Mendonça às sexta-feira, setembro 18, 2009

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      Professor André Luiz Cardoso
      Projeto Cobertura da XIV Bienal do Livro 2009

  • Programação

    Veja a programação para este último dia de Bienal:

    Café Literário - Pavilhão Azul
    12:00
    Literatura, delicadeza, ficções de si e dos outros
    Flavio Carneiro, Michel Laub e Adriana Lunardi - Mediador: Marcelo Moutinho

    14:00
    História de vida e construção da assinatura de autor
    Arnaldo Bloch, Luiz Ruffato e Antonio Torres - Mediador: Cristiane Costa


    15:30
    Os afetos familiares e a criação literária
    Rodrigo Lacerda, Heloísa Seixas e Antonio Carlos Viana - Mediador: Rachel Bertol

    17:00
    A política entre a ficção e a realidade
    Sérgio Rodrigues e Carlos Heitor Cony - Mediador: Marcelo Moutinho

    18:30
    A geografia dos afetos
    Miguel Sousa Tavares e Marina Colasanti - Mediadora: Rosa Maria Araújo

    20:00
    Biografando a canção
    Ruy Castro e Paulo César Araújo Mediadora : Guiomar de Grammont


    Livro em Cena - Pavilhão Verde
    16:30
    Trechos de Clarice Lispector - A Descoberta do Mundo, A Paixão Segundo GH
    Malu Mader

    18:30
    Trechos de Ferreira Gullar
    Mariana Ximenes e Paulo José


    Mulher e Ponto - Pavilhão Verde
    17:00
    Onde Foi Que Eu Errei? O papel do livro no debate das drogas e outros problemas na relação mãe e filho
    Tânia Zagury e Angela Dutra - Mediadora : Sandra Moreyra

    19:30
    Mulher e Ponto Leitura e Prazer - A literatura erótica atrai a leitora?
    Márcia Denser e Laura Meyer da Silva - Mediadora : Lucia Judice



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