Texto e Fotos: Ronaldo Mendonça *
Tendo como Mestres de Cerimônias os jornalistas Edney Silvestre e Fátima Bernardes, foi contada um pouco da história do surgimento da Bienal, bem como números estimados pelos organizadores: 950 expositores, 600 mil visitantes, 200 mil crianças das escolas, 67 seções de debates para público adulto e 84 para o público infanto-juvenil. “Desde a primeira Bienal, em 1983 em um acanhado salão do Hotel Copacabana Palace lá se vão 26 anos até essa XIV Bienal, ocupando 55 mil m² espalhados por três pavilhões do maior centro de convenções do Brasil”, citou Fátima. Edney Silvestre completou: “Uma vocação maior dessa cidade é a produção cultural. Por isso a Bienal do Rio é a cara do Rio e o Rio é a casa da Bienal”.
Os discursos dos convidados
A presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Sonia Machado Jardim, foi a primeira a falar. De uma maneira geral, ela abordou o crescimento da Bienal ao longo do tempo e ressaltou as novidades dessa edição, como a “Floresta de Livros”.
O Cônsul-Geral dos Estados Unidos também discursou para a plateia, estimada em 500 pessoas. Falando em muito bom português, Dennis Hearne se disse comovido com as palavras de boas-vindas que foram dirigidas ao povo e delegação americanos. “Os EUA e o Brasil são países irmãos”, disse o Embaixador (veja destaque abaixo com declaração exclusiva à nossa reportagem).
Eduardo Paes, assim como os demais participantes, fez um discurso rápido e, no caso dele (assim como o de Sérgio Cabral), tratou de bem receber os convidados, diverti-los com algumas brincadeiras e ressaltar os feitos de sua gestão com relação à educação. Agradeceu a vinda dos paulistas na Bienal: “Venham, gastem, hospedem-se e comprem livros aqui”, recomendou. Paes também disse-se emocionado por estar participando da Bienal como prefeito e, como ainda o será na próxima edição carioca do evento, em 2011, declarou que à época a Prefeitura estará “mais presente”. Disse que vai tirar um dia para trazer seus filhos pequenos e aproveitar os espaços dedicados às crianças nesse ano.
Sérgio Cabral admitiu que, diante das suas atividades, talvez não conseguisse passear na Bienal, “espero arrumar uma hora para vir aqui usufruir dessa beleza de evento”, declarou. Dentre as realizações na área de educação “ao longo de dois anos e nove meses de governo”, o Governador anunciou projetos para a Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, no Centro. “Uma reforma lindíssima e pesada. São mais de R$ 40 milhões em investimentos. Isso vai dar um outro padrão para essa biblioteca”, informou. Outro ponto abordado foi a busca da parceria com o Ministério da Cultura para a abertura de uma biblioteca pública para cada município do estado.
Ao final da cerimônia, Ana e Paloma, duas alunas da rede municipal de ensino com necessidades especiais, receberam das mãos do Governador, do Prefeito e da Secretária Claudia Costin, exemplares de “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo em áudio-livro, Atlas Geográfico e “Arca dos bichos”, de Marcelo Duarte em braile. A placa comemorativa foi descerrada por Paes, Cabral e Sônia Jardim.
Falando com o Cônsul
Ronaldo Mendonça: Quais as expectativas que o senhor efetivamente tem sobre a cobertura em si dos estandes, das pessoas que estão representando os EUA e a organização em geral?
Dennis Hearne: A gente tem um estande que está sendo apoiado pela nossa própria equipe do consulado. Temos representantes lá também para falar sobre questões de estudos nos EUA, vistos e essas questões. E também, eventualmente visitamos autores americanos que estão circulando pelo evento e nos outros estandes também. É um tipo de estande aberto e todos são bem-vindos.
RM: Assim como o Governador e o Prefeito, o senhor vai tirar um tempinho para estar com a gente aqui ou só veio para a abertura?
DH: Ah, eu vou ficar por aqui!... (risos)
* Aluno da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, UCAM, Campus Tijuca.
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