Pesquisa revela que 47% não têm o costume de ler livros
* por Alessandra Chermont
Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (ABPS), entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, com 600 pessoas e publicado pelo o GLOBO, a respeito dos Hábitos de Leitura do Carioca, revelou que 47% dos entrevistados não têm o costume de ler livros. Entre as razões alegadas para manter distância deles estão desde a boa e velha “falta de tempo” até a explícita “falta de interesse”, que, somadas, foram mencionadas por 83% dos entrevistados que dizem não ter o hábito de ler. Com isso, o Blogger Bienal 2009 realizou um paralelo de pesquisas com estudantes de Niterói, a respeito do incentivo dos professores e a disponibilidade das bibliotecas públicas aos alunos.
Em entrevista ao Blogger Bienal 2009, o professor Alcides Cordeiro Lopes, Bacharel em Letras na Universidade Gama Filho e pós - graduação na Faculdade de Letras da UFRJ e atualmente atuando na Oficina de Português: Língua Viva, que oferece os cursos de Língua Portuguesa direcionada para concursos públicos e reciclagem, explica como é a estratégia utilizada por ele para incentivar seus alunos ao hábito de leitura:
“Sempre tentando escolher textos que sejam interessantes, motivadores. Mas acho que o gosto pela leitura pode ser pouco incentivado. Quem gosta de ler nasce gostando.”
Questionado pela invasão do avanço tecnológico nas salas de aula, o professor não acha que isso seja um fator negativo, pelo contrário, pode ser mais uma ferramenta de pesquisa e uma forma de incentivo para leitura. A respeito das pesquisas ele diz que “Uma boa alternativa é obrigar os alunos a entregarem os trabalhos manuscrito. E também ter certo conhecimento dos sites para perceber cópias”, ou seja, para driblar a tecnologia é necessário conhecê-la também.
Existem espalhadas na Cidade de Niterói mais de vinte Bibliotecas Públicas:
• Biblioteca Central do Gragoatá
De segunda à sexta-feira, das 9h às 21h; sábado, de 9h às 13h
Universidade Federal Fluminense | Campos Gragoatá | Av. Rio Branco s/nº, Gragoatá
2629-2774
• Biblioteca Popular Municipal Albertina Fortuna Barros
De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Estrada Caetano Monteiro, 820, Badu
2616-3483
• Biblioteca Popular Municipal Aguinaldo Pereira de Macedo
De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Rua Tenente Osório, 73, Fonseca
3607-8479
• Biblioteca Popular Municipal Cora Coralina
De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h
Rua Visconde de Uruguai, 300, Centro
2717-3289
• Sala de Leitura Monteiro Lobato
De segunda a sexta-feira, das 8h30min às 17h
Parque Palmir Silva | Rua Dr. Luiz Palmier, s/nº Barreto
2694-1376
• Sala de Leitura da lha da Conceição
De segunda a sexta-feira, das 8h30min às 17h
Centro Comunitário da ilha da Conceição| Rua Sardo filho, s/nº, Ilha da Conceição
2717-0114
• Biblioteca Brígido Tinoco – Museu do Ingá
De terça a sexta-feira, das 11h às 17h
Museu do Ingá | Rua Presidente Pedreira, 78, ingá
2621-0391
• Biblioteca Estadual de Niterói
De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Praça da República, s/nº, Centro
2719-5142
• Biblioteca Estadual Infantil Anísio Teixeira
De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; sábado, das 9h às 13h
Rua Lopes Trovão, s/nº, Campo de São Bento, Icaraí
2711-3063
• Biblioteca da Casa de Oliveira Vianna
De segunda a sexta-feira, das 10h às 17h
Casa de oliveira Vianna | Alameda São Boaventura, 41, Fonseca
2299-9579
• Biblioteca da AABB
De sábado e domingo, das 10h às 16h
Associação Atlética do Brasil | Rua hélio da Silva Carneiro, 78, São Francisco
2611-3155 | 2714-4717
•Biblioteca da Universo
De segunda a sexta-feira, das 9h às 22h; sábado, das 9h às 17h
Rua Marechal Deodoro, 263, térreo e 4º andar, Centro
0800-257272
• Biblioteca do instituto Vital Brazil
De segunda a sexta-feira, das 8h30min às 16h30min
Rua Vital Brazil Filho, 64, Santa Rosa
2711-0012
• Biblioteca do Instituto Baía de Guanabara
De segunda a sexta-feira, das 10h às 17h
Instituto Baía de Guanabara | Jardim Botânico de Niterói – Alameda São Boaventura, 770, Fonseca | 2625-4311 | www.poralbaiaguanabara.org.br
• Biblioteca do SESC/Niterói
De terça a sábado, das 8h às 16h30min
Rua Padre Anchieta, 56, Centro
2704-2509
• Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói
Quarta-feira, das 14h às 18h
Instituto Histórico e Geográfico de Niterói | Rua Visconde de Uruguai, 414 – BL. anexo, Centro
2719-6779
• Biblioteca Universo em Desencanto
De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Rua Maestro Felício Toledo, 551, sala 303, Centro
2629-7314
• Biblioteca Popular Municipal Lídice Fróes Rodrigues
De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Rua Carlos Ermelindo Marins, 34, Jurujuba
2610-2713
• Biblioteca do Tribunal de Justiça de Niterói | Biblioteca Regional de Niterói
De segunda a sexta-feira, das 11h às 17h30min
Praça da República, s/nº, Centro
2613-9673
• Biblioteca Popular Municipal Silvestre Mônaco
De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Estrada Francisco da Cruz Nunes, 3528, Itaipu
2608-1773
• Espaço de leitura Tatiana Belinky
Segunda, quarta e sexta-feira, das 13h30min às 15h
Av. Almirante Tamandaré, 133, Piratininga
2619-1677 | 9466-3220
• Espaço de Leitura Sala de Estar
De terça a sexta-feira, a partir das 18h; sábados e domingos a partir das 13h
Sala de Estar | estrada de Itaipu, 11500 / Lj.105, Itacoatiara
2608-1363
• Sala de Leitura CCARO | Centro Cultural Artístico da Região Oceânica
De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Av. Ewerton da Costa Xavier, 1800, sobreloja, Itaipu
2609-4538
• Biblioteca da Aliança Francesa
Rua Lopes Trovão, 52 – 2º andar, Icaraí
2610-3966
*Aluna da disciplina Cobertura Jornalística de
Grandes Eventos, campus Niterói.
Bem Vindo!
A partir desta quinta-feira, 10 de setembro, e até o próximo dia 20, você vai ficar sabendo sobre o que está acontecendo na XIV BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO, através desse blog, produzido pelos alunos de Jornalismo da Universidade Candido Mendes, campus Tijuca e Niterói, que estão no Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade.
Nossos repórteres estão percorrendo os 55 mil metros quadrados, em três pavilhões, e vão trazer para você as novidades desse grande evento literário, considerado um dos mais importantes do país.
Nestes 11 dias, são esperadas mais de 600 mil pessoas, 950 expositores que vão colocar mais de 100 mil títulos à disposição do público, além de 100 autores brasileiros e 18 internacionais. Destaques dos encontros literários, dicas de livros, promoções, entrevistas com autores, editores e personalidades do mundo cultural vão estar aqui, diariamente.
Se você vai à Bienal, confira antes, nesse blog, as dicas de nossos repórteres. Seja bem vindo, divirta-se e lembre-se que ler é e sempre será um melhor remédio contra todos os males!
André Luiz Cardoso
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A primeira vez a gente nunca esquece, parte 2
*por Camila Borges
Fotos: Ronaldo Mendonça
Cobrir a Bienal para mim, além de ter sido uma enorme oportunidade de crescimento profissional, foi também de uma inenarrável emoção.
Tivemos acesso a todos os stands, éramos vistos realmente como profissionais da área, fomos muito bem tratados , e recebidos da mesma forma por toda a equipe da organização e da assessoria do evento.
Não tenho palavras para agradecer a oportunidade de estar neste evento. Digo isso pelo fato de eu nunca ter estado em contato tão direto com um fato jornalístico.
Quando estávamos na Cerimônia de Abertura, com a presença nada mais nada menos de quem? Dos jornalistas Fátima Bernardes e Edney Silvestre. Pronto! Foi o que bastava acontecer para eu ficar mais emocionada ainda... (risos)
Aproveitando a oportunidade estendida, fiz várias entrevistas na ocasião: entrevistei a Renata Cordeiro da Record, assessores de imprensa das editoras, o André Garcia da Estante Virtual, escritoras como Thalita Ribeiro dentre outras.
Não sei se apenas eu, ou se os meus colegas de curso que também fizeram esta cobertura perceberam o mesmo, mas está oportunidade trouxe a mim um início neste mundo que nos pertencerá muito em breve.
Depois que comecei a estudar Jornalismo, nunca tive em nenhum momento alguma dúvida se era realmente isso que eu queria para mim. Sempre fui muito convicta nesta minha decisão. Mas depois desta Bienal então, tive a certeza mais absoluta possível, que é está a carreira que eu pretendo e que vou seguir para o resto da minha vida. É muito mais forte este amor que sinto pelo jornalismo; pelo rádio então nem se fala!
Na XIV Bienal, teve um estande muito bacana o qual me identifiquei bastante: foi o da Rádio CBN. Pessoas comuns (digo comum ao me referir não apenas a estudantes de comunicação), tinham a possibilidade de dá a sua opinião ao evento e fazer com isso uma matéria para sair na rádio. Não ia ao ar na CBN, mas saía lá mesmo e a pessoa ainda tinha a instrução de profissionais para quaisquer dúvidas. No nosso caso (estudantes da área) era muito bom para colocarmos um pouquinho em prática alguns ensinamentos aprendidos.
Como tudo que é bom dura pouco, Bienal agora só daqui a dois anos. Então, estou na espera e na maior expectativa para a próxima cobertura em outro grande evento.
Contem comigo!
* Aluna da disciplina Cobertura Jornalística de
Grandes Eventos, campus - Niterói
domingo, 20 de setembro de 2009
Evento deixa um legado de amor à leitura
E chegamos ao último dia da XIV Bienal 2009!
*por Taísa Pereira Carneiro
Muitos curiosos deixaram para visitar a feira do livro no seu último dia, que tinha no ar uma sensação de nostalgia...Útimo dia em que veremos Ziraldo autografando, último dia de contação de histórias para crianças, de meninas circulando entre os livros com coroas de princesas, de Café Literário.... Só nos resta, como consolo, esperar que esses 11 dias de exposição ao mundo literário, tenha sido possível estabelecer um relacionamento duradouro que possa ser cultivado na nossa cultura e que permaneça não somente por dez dias, mas para sempre, o amor a leitura!
*Aluna da disciplina Cobertura Jornalística de
Grandes Eventos - campus Niterói
*por Taísa Pereira Carneiro
Muitos curiosos deixaram para visitar a feira do livro no seu último dia, que tinha no ar uma sensação de nostalgia...Útimo dia em que veremos Ziraldo autografando, último dia de contação de histórias para crianças, de meninas circulando entre os livros com coroas de princesas, de Café Literário.... Só nos resta, como consolo, esperar que esses 11 dias de exposição ao mundo literário, tenha sido possível estabelecer um relacionamento duradouro que possa ser cultivado na nossa cultura e que permaneça não somente por dez dias, mas para sempre, o amor a leitura!
*Aluna da disciplina Cobertura Jornalística de
Grandes Eventos - campus Niterói
“A política cabe dentro da literatura, mas a literatura não cabe na política”
Sérgio Rodrigues e Carlos Heitor Cony discutem sobre a relação política e literatura
*por Jéssica Souza da Silva
Esq/Dir: Sergio Rodrigues e Carlos Heitor Cony - Foto: Divulgação
No domingo, último dia da Bienal do Livro, o Espaço "Café Literário recebeu o jornalista Sergio Rodrigues autor do livro “Elza, a garota” (Nova Fronteira, 2009), que foi um gancho para o tema do debate :“A política entre a ficção e a realidade,” que teve como mediador o também jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, com mediação de Marcelo Moutinho.
O livro de Sérgio Rodrigues conta a vida de Elvira Cupello Calônio, codinome Elza Fernandes assassinada em 1936 pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) sob comando de Luiz Carlos Prestes. Morte essa que foi apagada da história, tendo ele que utilizar seus recursos jornalísticos para capturar mais detalhes para produção do livro de ficção, gerando uma discussão em entorno de como a literatura reagiu nos momentos de repressão com foco maior no período do Golpe de 64. Cony se posiciona com orgulho de sua alienação no momento histórico. Sua justificativa está na sua formação humanista e declara que ”64 foi um fato humano e não político”, o curioso é que Cony foi julgado de alienado pelos partidários de esquerda e criticado pelos de direita da época.
Sérgio assume a postura de que a política é mutável e a literatura não. Explicando sua fala “a política cabe dentro da literatura, mas a literatura não cabe na política”, ela é muito mais abrangente e aberta, como jornalista, dá o exemplo a Folha de São Paulo que apoiou a ditadura abertamente e hoje é uma referência nos jornais atuais. Relata que a imprensa brasileira é muito dependente da política diferentemente da literatura.
Discutido também foi o duelo alienação e engajamento políticos esse duelo que para Sérgio é desnecessário, pois a qualidade de um texto não pode ser baseada puramente no engajamento que aquele escritor tem, onde a moda é hoje é ter “blogs” e “twittar” pela internet qualquer um pode escrever e ser bem sucedido nisso ou não. Para Cony vai mais além, defendendo a idéia que na essência o engajamento político é um “blefe” sendo ele artifício de escritores para sair do olimbo da literatura e renascerem. Engajamento político para ele é opção política e ideológica e nenhum romance faz essa abordagem.
No final do debate momento de perguntas da platéia, Cony e Sérgio são questionados quanto a possibilidade de bibliografar a vida de Sarney, de maneira engraçada ambos acharam que seria válido, mesmo Sérgio se negando a ser ele a fazê-lo. Escrever sobre a vida de personalidades que são ditas “ruins” não é trivial tendo em mente na memória de Cony somente a bibliografia de Hitler, não que ele tente compará-los, dizendo em tom de sarcasmo.
Ovacionados ao final do debate fica um estímulo à leitura mais também a escrita. Os textos se tornam bons a cada nova tentativa de se expressar o que se pensa sobre o mundo. Não ter uma bagagem político-ideológica não faz de você menos qualificado ou não para começar a escrever.
*Aluna da disciplína Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, campus- Tijuca.
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Café Literário
Café Literário- A geografia dos afetos
Uma "viagem" com Marina Colasanti e Miguel Tavares na Bienal
*por Taísa Pereira Carneiro
Foto: Divulgação
Este bate- papo literário trouxe para Bienal Internacional do Livro dois escritores consagrados: Marina Colasanti (jornalista e ilustradora) e Miguel Souza Tavares ( advogado e jornalista), autores de sucessos como: “Eu Sozinha” e “O Equador”, respectivamente. A proposta da conversa foi abordar a temática da influência da viagem na escrita, de como a geografia interfere na literatura em geral e como se dá o processo individual de criação de um livro. O encontro contou com a presença da mediadora Maria Araújo que, dentre outras, intercalava a conversa com perguntas que a platéia encaminhava aos autores.
Para Colasanti, viajar faz parte de sua vida há muitos anos, tendo já morado em diversos países, mas ela afirma que nem por isso se sente perdida ou ‘ desenraizada’: “Estou enraizada em vários lugares, tenho muitas raízes (...) viajar é característica de quem ama deslocar-se, sentir-se estranho”, completou. Também para Tavares, viajar sempre foi um prazer em sua vida: “Gostava muito de viajar e escrever. Me perguntaram um dia se eu viajava para escrever ou escrevia para viajar. E eu ainda não sei...”, brincou. O autor confirma a influência de experiências de viagens na construção de suas histórias e de seus personagens. “O que eu faço é tentar recordar, sentar em frente ao computador e lembrar...”, explicou.
Sobre o processo criativo em si, os autores adotam diferentes técnicas. Marina, que dentre seus estilos, escreve contos, disse estabelecer um tempo de estudo, ou, em suas próprias palavras “um período de gestação”, uma pauta de tudo que pretende tratar antes de sentar para escrever. “Só depois de ter esse esquema elaborado eu começo a escrever, tenho que desenvolver assim para ser coerente com o tema”, contou. Já para Miguel, apesar de concordar que deve haver uma disciplina muito grande e diária, diz saber o destino das suas histórias desde o início. Segundo o autor, os livros que lhe deram mais trabalho foram os infantis que escreveu, pois foi preciso recriar a criança em si e pensar como criança novamente. “Acho importante conseguir escrever de forma mais simples, é um exercício de voltar a ser criança muito importante”, afirma. Mas ressalta que a grande mágica da boa escrita está numa combinação de “Vontade de escrever, Disciplina e Inspiração”. Sendo a inspiração um elemento muito ambíguo, ele completa citando Picasso: “Espero quando a minha inspiração chegar, me encontre por lá”, brincou.
O bate- papo foi finalizado com a concepção de felicidade, ou seja, o que cada um entende sobre a questão. Marina Colasanti acredita que a felicidade é algo que todos almejam: “A felicidade não é um compromisso, é uma meta de todo mundo”. Para Miguel Tavares “ser livre e ser feliz são as coisas mais importantes na vida” e completou: “Viver é um privilégio!”
* Aluna da disciplina Cobertura Jornalística de
Grandes Eventos, campus - Niterói.
*por Taísa Pereira Carneiro
Foto: Divulgação
Este bate- papo literário trouxe para Bienal Internacional do Livro dois escritores consagrados: Marina Colasanti (jornalista e ilustradora) e Miguel Souza Tavares ( advogado e jornalista), autores de sucessos como: “Eu Sozinha” e “O Equador”, respectivamente. A proposta da conversa foi abordar a temática da influência da viagem na escrita, de como a geografia interfere na literatura em geral e como se dá o processo individual de criação de um livro. O encontro contou com a presença da mediadora Maria Araújo que, dentre outras, intercalava a conversa com perguntas que a platéia encaminhava aos autores.
Para Colasanti, viajar faz parte de sua vida há muitos anos, tendo já morado em diversos países, mas ela afirma que nem por isso se sente perdida ou ‘ desenraizada’: “Estou enraizada em vários lugares, tenho muitas raízes (...) viajar é característica de quem ama deslocar-se, sentir-se estranho”, completou. Também para Tavares, viajar sempre foi um prazer em sua vida: “Gostava muito de viajar e escrever. Me perguntaram um dia se eu viajava para escrever ou escrevia para viajar. E eu ainda não sei...”, brincou. O autor confirma a influência de experiências de viagens na construção de suas histórias e de seus personagens. “O que eu faço é tentar recordar, sentar em frente ao computador e lembrar...”, explicou.
Sobre o processo criativo em si, os autores adotam diferentes técnicas. Marina, que dentre seus estilos, escreve contos, disse estabelecer um tempo de estudo, ou, em suas próprias palavras “um período de gestação”, uma pauta de tudo que pretende tratar antes de sentar para escrever. “Só depois de ter esse esquema elaborado eu começo a escrever, tenho que desenvolver assim para ser coerente com o tema”, contou. Já para Miguel, apesar de concordar que deve haver uma disciplina muito grande e diária, diz saber o destino das suas histórias desde o início. Segundo o autor, os livros que lhe deram mais trabalho foram os infantis que escreveu, pois foi preciso recriar a criança em si e pensar como criança novamente. “Acho importante conseguir escrever de forma mais simples, é um exercício de voltar a ser criança muito importante”, afirma. Mas ressalta que a grande mágica da boa escrita está numa combinação de “Vontade de escrever, Disciplina e Inspiração”. Sendo a inspiração um elemento muito ambíguo, ele completa citando Picasso: “Espero quando a minha inspiração chegar, me encontre por lá”, brincou.
O bate- papo foi finalizado com a concepção de felicidade, ou seja, o que cada um entende sobre a questão. Marina Colasanti acredita que a felicidade é algo que todos almejam: “A felicidade não é um compromisso, é uma meta de todo mundo”. Para Miguel Tavares “ser livre e ser feliz são as coisas mais importantes na vida” e completou: “Viver é um privilégio!”
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Bienal 2009
Sobre
-
Universidade Candido Mendes
- Eletiva Cobertura de Grandes Eventos
- Professor André Luiz Cardoso
- Projeto Cobertura da XIV Bienal do Livro 2009
Programação
Veja a programação para este último dia de Bienal:
Café Literário - Pavilhão Azul
12:00
Literatura, delicadeza, ficções de si e dos outros
Flavio Carneiro, Michel Laub e Adriana Lunardi - Mediador: Marcelo Moutinho
14:00
História de vida e construção da assinatura de autor
Arnaldo Bloch, Luiz Ruffato e Antonio Torres - Mediador: Cristiane Costa
15:30
Os afetos familiares e a criação literária
Rodrigo Lacerda, Heloísa Seixas e Antonio Carlos Viana - Mediador: Rachel Bertol
17:00
A política entre a ficção e a realidade
Sérgio Rodrigues e Carlos Heitor Cony - Mediador: Marcelo Moutinho
18:30
A geografia dos afetos
Miguel Sousa Tavares e Marina Colasanti - Mediadora: Rosa Maria Araújo
20:00
Biografando a canção
Ruy Castro e Paulo César Araújo Mediadora : Guiomar de Grammont
Livro em Cena - Pavilhão Verde
16:30
Trechos de Clarice Lispector - A Descoberta do Mundo, A Paixão Segundo GH
Malu Mader
18:30
Trechos de Ferreira Gullar
Mariana Ximenes e Paulo José
Mulher e Ponto - Pavilhão Verde
17:00
Onde Foi Que Eu Errei? O papel do livro no debate das drogas e outros problemas na relação mãe e filho
Tânia Zagury e Angela Dutra - Mediadora : Sandra Moreyra
19:30
Mulher e Ponto Leitura e Prazer - A literatura erótica atrai a leitora?
Márcia Denser e Laura Meyer da Silva - Mediadora : Lucia Judice
======================
Café Literário - Pavilhão Azul
12:00
Literatura, delicadeza, ficções de si e dos outros
Flavio Carneiro, Michel Laub e Adriana Lunardi - Mediador: Marcelo Moutinho
14:00
História de vida e construção da assinatura de autor
Arnaldo Bloch, Luiz Ruffato e Antonio Torres - Mediador: Cristiane Costa
15:30
Os afetos familiares e a criação literária
Rodrigo Lacerda, Heloísa Seixas e Antonio Carlos Viana - Mediador: Rachel Bertol
17:00
A política entre a ficção e a realidade
Sérgio Rodrigues e Carlos Heitor Cony - Mediador: Marcelo Moutinho
18:30
A geografia dos afetos
Miguel Sousa Tavares e Marina Colasanti - Mediadora: Rosa Maria Araújo
20:00
Biografando a canção
Ruy Castro e Paulo César Araújo Mediadora : Guiomar de Grammont
Livro em Cena - Pavilhão Verde
16:30
Trechos de Clarice Lispector - A Descoberta do Mundo, A Paixão Segundo GH
Malu Mader
18:30
Trechos de Ferreira Gullar
Mariana Ximenes e Paulo José
Mulher e Ponto - Pavilhão Verde
17:00
Onde Foi Que Eu Errei? O papel do livro no debate das drogas e outros problemas na relação mãe e filho
Tânia Zagury e Angela Dutra - Mediadora : Sandra Moreyra
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