Segundo dia do evento reúne David Grossman, Meg Cabot e Xuxa
* Por Rafael Saraiva
O segundo dia da XIV Bienal do Livro, nesta sexta-feira(11), foi marcado pela diversidade. De editoras de pequeno porte às mais conhecidas no mercado, o movimento na feira era constante. Professores, alunos e interessados em literatura em geral marcaram presença no evento, assim como os artistas que prestigiaram a Bienal, como a atriz Marília Pêra, que, ao lado do também ator Paulo José, declamou trechos de obras de Machado de Assis no evento Livro em Cena, realizado no auditório Euclides da Cunha, e a apresentadora Xuxa Meneghel, que prestigiou o autor de livros infanto-juvenis Pedro Bandeira, em uma breve visita.
* Por Rafael Saraiva
O segundo dia da XIV Bienal do Livro, nesta sexta-feira(11), foi marcado pela diversidade. De editoras de pequeno porte às mais conhecidas no mercado, o movimento na feira era constante. Professores, alunos e interessados em literatura em geral marcaram presença no evento, assim como os artistas que prestigiaram a Bienal, como a atriz Marília Pêra, que, ao lado do também ator Paulo José, declamou trechos de obras de Machado de Assis no evento Livro em Cena, realizado no auditório Euclides da Cunha, e a apresentadora Xuxa Meneghel, que prestigiou o autor de livros infanto-juvenis Pedro Bandeira, em uma breve visita.
Quando perguntados sobre a reação à visita à Bienal por parte de seus alunos, professores demonstraram entusiasmo com o resultado obtido. Cleiton, aluno da Escola Municipal Euclides da Cunha, definiu como “excepcional” seu contato com o mundo dos livros através da Bienal e disse que o evento é “uma fonte de oportunidades”.A professora Flávia Celeste, da mesma escola, disse que, entre os alunos da sua instituição de ensino, os gêneros de ação e literatura brasileira “clássica” estão entre os preferidos. Já a professora Vera Lúcia, da Escola Estadual Paulo Amorim, localizada em Belford Roxo, destaca os livros de jogos entre os preferidos de seus alunos.
Entre os eventos que aconteceram neste segundo dia, foi realizado, no Café Literário, um debate sobre o tema “Escrevendo intimidade em território disputado”, com a participação do escritor israelense David Grossman - que é apontado como uma revelação da literatura, lançando seu livro “A mulher foge” -, o escritor brasileiro Bernardo Ajzenberg e a mediação de Rosana Bines.
Foram debatidos temas como a influência dos conflitos políticos na literatura mundial e o papel social da literatura. Houve comparações entre personagens de obras dos dois autores. Grossman citou, entre suas influências, Virginia Wolf. Bernardo revelou que a maior parte de suas influências vem de autores estrangeiros. Ambos expressaram admiração por Clarice Lispector, que havia sido lembrada por Meg Cabot, autora de “Diários de princesa”, no dia anterior.
Entre autores pouco famosos pelo grande público, a diversidade também foi um fator de destaque entre as obras de cada um. A escritora gonçalense Wilma Lúcia retrata, em seu romance “Brasileiros, Filhos da Natureza”, o resgate da cultura indígena por um herói índio. Já o médico e escritor Rui Nogueira aborda temas sociais relacionados com a preservação do meio ambiente em suas obras.
* Aluno da eletiva Cobertura Jornalística
de Grandes Eventos, Campus Niterói
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