Dicas de Simone Vidal* na Bienal
# O autor Fabio Sombra autografou o livro "Curupiras, Sacis e outras criaturas fantásticas das florestas: Um guia de observação". "É o tipo de livro que gostaria de ter lido na infância", afirma o autor. Ainda criança, ouvia várias histórias de meu pai que fez com que sentisse uma forte atração pela Amazônia, surgindo assim esse livro e com ilustrações do próprio autor, e destinado a crianças a partir dos 9 anos pode ser desfrutado na verdade por pessoas de todas as idades. Publicação da Editora Rocco.
# No espaço Mulher e Ponto, as escritoras Danuza Leão e Leila Ferreira bateram um papo bem descontraído com a imprensa e os visitantes da feira. Danuza contou que começou a escrever por acaso, trabalhava em uma novela do Silvio de Abreu quando viu que ao término dessa novela ficaria três meses sem fazer nada e por sugestão da filha começou a escrever, mesmo não acreditando que conseguiria. Primeiro leu alguns livros de etiqueta, riu muito dos absurdos que encontrava e viu que a melhor maneira era escrever do jeito que pensava. Seu foco não é a mulher e sim as viagens. Apresentou seus dois livros "Fazendo as malas" e "Na sala com Danuza". Enquanto que Leila nos apresentou o seu livro "Mulheres: Porque será que elas...?", focado no universo feminino. Antes do livro dava palestras sobre esse mundo da mulher considerado por ela fascinante foi quando a Editora Globo resolveu lançar o livro sobre isso, entrevistou mais de 52 mulheres pelo país e de vários perfis. Em março lança outro livro que não foca na mulher, vai falar sobre a gentileza, o bom humor e a descomplicação (formas de descomplicar), usa as entrevistas como fonte para os seus livros. Isso foi um pouco do papo que gerou o tema da palestra “O livro na bolsa – Dicas de escritoras ganham espaços nas estantes”.
# O Café Literário estreou com uma programação ao vivo na internet através da G1, foi um papo bem descontraído sobre o tema "Do abjeto ao belo na nova ficção", os três autores mais importantes da atualidade no Brasil foram os convidados, Ana Paula Maia, é autora dos romances "O habitante das falhas subterrâneas (7 letras, 2003)" e "A guerra dos bastardos (Língua Geral, 2007) mas foi em 2006 ao publicar o primeiro folhetim pulp da Internet brasileira em 12 capítulos que ficou conhecida. André Sant'Anna, filho do escritor Sérgio Sant'Anna, seu primeiro livro, "AMOR", 1998, trouxe seus primeiros pensamentos como escritor e, também, seu estilo, para o mundo literário, logo depois, em 1999, presenteia-nos com a sua segunda obra, intitulada "Sexo", a sua produção literária inicial é bastante afluente e, dois anos depois, lança seu terceiro livro, "Amor e outras histórias", 2001. Lourenço Mutarrelli, trabalhou nos estúdios de Maurício de Sousa, no começo como intercalador e depois como cenarista, iniciou sua produção em histórias em quadrinhos, publicou ainda tirinhas e histórias de uma página na revista "Animal", recebeu vários prêmios e é aclamado por sua participação no cinema e no teatro. Escreveu o romance "O Cheiro do Ralo", adaptado para o cinema e o romance "O Natimorto" que foi adaptado para o teatro pelo dramaturgo Mário Bortolotto e ganhará as telas com Mutarelli no papel de protagonista, entre outros tantos livros.. Para Ana o abjeto é o grotesco, o horror, o estranhamento para ela é um coisa já impregnada na sociedade e algumas pessoas olham e observam melhor, e com um tom de exagero é impresso nos textos. O André nos conta que para extravasar o nojo do abjeto ele usa a literatura de uma forma punk, e assim devolve ao mundo o nojo que ele causa. Já o Lourenço afirma ter uma atração pelo abjeto e diz que passou boa parte da vida olhando para ele, que até faz parte de uma reflexão.
* Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Campus Tijuca.
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